Vida na caserna


TROPA DE ELITE NA RUA

Vi o exército na rua. Estavam lá! Iam em bando e a passos de estrada. Não tinham um aspecto de um pelotão, de modo que pareciam soltos, sem comando. Os uniformes impecáveis davam-lhe uma boa apresentação individual. Não carregavam nenhum material bélico. Sem pistolas, sem fuzis, ausentes de capacetes e mochilas. Percebe-se que a missão, aparentemente, era de paz.

No lugar das armas, pranchetas e aquele mochilão típico de combate foi substituído por uma mais leve e não verde.

Reconheci pelos uniformes que, de fato, pertenciam a tropa de elite do exército – os pára-quedistas.

A boina grená vermelha e o coturno marrom se destacam.

Mas afinal, o que estariam fazendo esses combatentes aero-terrestres, longe dos quartéis, com esse aparato descomunal e no sol carioca de 38 graus?

 

Era uma guerra, senhores! Uma maldita guerra! Que dava conta, até o momento de 26 mortes e 19 mil afetados.

Estavam em combate sim! A procura do grande causador, o responsável pela tragédia maior de todos os tempos. Não é nenhum terrorista foragido do Oriente Médio. Este, é o maior de todos de sua espécie. O mais ofensivo, o mais assustador, o grande PEQUENO Aedes Aegipty – transmissor da Dengue.

Marcio Duarte

Escrito originalmente em 2001

"O Brasil registrou um grande número de casos de dengue no verão 2001/2002, mas a situação de epidemia se caracterizou apenas no estado do Rio de Janeiro. Outros, como Pernambuco e Mato Grosso do Sul, por exemplo, experimentaram um considerável aumento no número de casos.

A dengue, que tem sido objeto de uma das maiores campanhas de saúde pública realizadas no país, teve um crescimento significativo na década de 1990, atingindo o nível mais elevado em 1998, quando foram registrados cerca de 528 mil casos. Houve uma redução acentuada em 1999, com 210 mil casos. Mas ocorreu um novo aumento a partir de 2000, culminando nos cerca de 794 mil casos em 2002, muitos deles do tipo 3, uma variante a que ninguém estava imune. No primeiro semestre de 2003, foram notificados 274.494 casos de dengue, ou seja, uma redução de 62,6% em relação ao mesmo período de 2002.

Mas isso não quer dizer que estaremos livres da epidemia neste verão.

Só o esforço coletivo — do governo e da sociedade — pode conter a epidemia. O controle da dengue exige uma mudança de comportamento das pessoas. Ao invés de vítimas, é preciso que os brasileiros se tornem combatentes do mosquito da dengue.

O Aedes aegypti mora ao lado, e a maioria dos criadouros está dentro das casas, entre quatro paredes. É necessário verificar se não há tralha no quintal e nos terrenos próximos e ver como andam os potes de plantas.



 Escrito por -=Cömbätente=- às 19h50
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BOMBEIROS:  - HÉROIS ANÔNIMOS -

"O homem que pode em verdade ser considerado bravo é aquele que mais sabe avaliar tudo o que é doce na vida e tudo o que é terrível e sai, então, sem temor, para enfrentar o que vier."

Péricles

Leia no post abaixo a primeira das muitas histórias do bombeiro Soveral.... (personagem fictício)



 Escrito por -=Cömbätente=- às 08h53
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Entra em cena.... o Soldado Bombeiro SOVERAL

um pouco sobre ele: Soveral é um bom soldado. Disciplinado, operacional, versátil.... mas só entra em "furada".  Queria mudar o nome de guerra. Dizia que Soveral não soava bem.  Mas foi dado "indeferido" no seu requerimento. Até hoje se sente injustiçado. "Quer que custa, pô" "É apenas um nome".. .. Acabou ficando. Se fez conhecido de todos. Não só pelo estranho nome, mas também pelas suas histórias na corporação. Era dado a isso. Quanto se via, de longe, um aglomerado de soldados, rindo alto, podia apostar que estaria entre eles, Soveral com suas histórias. Algumas eu me lembro. Convido você, caro leitor, a conhecer um pouco mais desse "soldado do fogo"...e suas histórias....   

 

Soveral no Carnaval da Cinelândia

 

O soldado bombeiro Soveral – é esse mesmo o nome da figura – está mais um carnaval de serviço. Não se pode fugir muito disso, quando se é militar...ficamos a mercê da escala...se cair no dia – é certo isso – temos que estar lá, gostando ou não.

 

Era Domingo de Carnaval e ele havia sido escalado como maqueiro no baile da Cinelândia – detestava isso. Considerava-se muito operacional para a função. Os brevês no peito falavam por si.. “Curso de Busca e Salvamento, Salvamento em Altura, Produtos Perigosos e Socorrista. Gostava mesmo é de correr pra fogo... A idéia de ficar ao lado de uma maca esperando por um mau súbito não lhe caía bem. Praguejava alguma coisa inaudível e dizia ter razão...Podia até ter, mas essa era uma escala extra e não escolhemos a função.

 

 A Cinelândia é point da 3ª idade. O que piorava a situação. As marchinhas de carnaval são no mínimo dos anos 30.  A banda “Tabajara” dava o tom....pelo menos tentava .... mas o fôlego da velharia cantante não conseguia chegar junto. Era visível o descompasso... e a orquestra ia se arrastando... Claro que havia muita família, crianças, gente jovem... mas pra onde ele olhava a massa maior era o pessoal que viveu a segunda guerra mundial.....

 

E lá estava Soveral 

 

Soveral assumiu o serviço às 18 horas e o seu desespero aumentava a cada cantoria....Definitivamente ele não estava legal aquele dia.... em  pé por quase 12 horas, ouvindo Marlene – conhece? Nem eu, Agnaldo Timóteo e companhia. Fala sério. É de entediar... Uma vedete famosa – qual o nome dela? Bom deixa pra lá.... eu não era nem nascido... como vou me lembrar.

 

Se dependesse da animação do público ele ia ter ficar até as seis... mas a chuva deu uma mãozinha....e já passava das 3 quando a banda parou de tocar....

Não houve muitas ocorrências, apenas um corte perfurante no pé de um dos foliões...”como o senhor conseguiu isso” ouvi ele dizer após o senhor ter dito que foi um espeto de churrasco. “É uma arma isso, pode matar alguém” – alarmou o pobre coitado sangrando... nada grave. Foi encaminhado a ambulância para um curativo.

 

Ao voltar ao quartel Soveral tentou dormir....mas a voz inconfundível de Agnaldo Timoteo não parou um minuto sequer.... Que perseguição! 



 Escrito por -=Cömbätente=- às 07h20
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